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Monday, April 14, 2014

FILME: 'Os homens que não amavam as mulheres'


O filme é baseado no primeiro livro da trilogia Millennium, do Stieg Larsson, "Os homens que não amavam as mulheres". 

Vi o filme na sexta-feira passada, cerca de uma semana após ter acabado de ler o livro. E achei o filme sem graça. Não condiz com toda a ação que percebi no livro e todo o suspense que está envolvido. 

Mas também eu já sabia tudo que ia acontecer e percebi 'os furos' que são feitos na história para poder encaixar tudo em um único filme. Entendo, não tem mesmo como traduzir quase 522 páginas de muita informação em 2 ou 3 horas de telinha!

Meu noivo, que não leu o livro, gostou. Então talvez quem não leu goste e ache o filme suficiente!!!

O que vi foi a versão mais recente, de 2011. Tem outra versão sueca, de 2009, que comecei a ver mas achei entediante. Parei nos 10 minutos. Talvez se tivesse insistido, poderia ter gostado.

A trilha sonora do filme é bem legal. E em 2012 ele teve 5 indicações ao Oscar: melhor atriz (Rooney Mara), melhor fotografia (Jeff Cronenweth), melhor edição (Kirk Baxter e Angus Wall - venceu), melhor edição de som (Ren Klyce) e melhor mixagem de som (Ren Klyce, David Parker, Bo Persson e Michael Semanick). Além de terem sido indicados em outras premiações de filmes. 

Ficha técnica do filme:
Título original: The girl with the dragon tattoo 
Ano de produção: 2011
Gênero: Policial, suspense
Nacionalidade: EUA, Reino Unido, Suécia, Alemanha
Tempo de filme:

Um dos trailers:


Tuesday, August 31, 2010

AMNÉSIA (EUA, 2001, 120 min)

O nome real do filme é: Memento. Quem não viu o filme, não leia!!! Deixe pra ler depois! Se não perde a graça! =)

Assistimos a esse filme no fim de semana e fiquei intrigada, querendo saber se o que eu entendi era realmente o que se passou. Busquei a sinopse no site Adoro Cinema e encontrei o seguinte:
"Um ladrão ataca um casal, terminando por matar a mulher e deixando o homem à beira da morte. Porém, ele sobrevive e a partir de então passa a sofrer de uma doença que o impede de gravar na memória fatos recentes, o que faz com que ele esqueça por completo o que acontece poucos instantes antes. A partir de então ele parte em uma jornada pessoal a fim de descobrir o assassino de sua mulher para poder vingá-la". (Acesso em 31/08/2010)

Mas isso era o óbvio e eu não sei se o filme se atinha só a isso... Bom, resolvi buscar mais um pouco pra tentar corroborar a minha idéia inicial de que, na verdade, não existia nenhuma pessoa além do próprio protagonista que sofria do problema de memória - já que ele relata ao longo de todo o filme a história de Sammy, que também teria tido o mesmo problema. Ou seja, a idéia apresentada por Teddy (policial que o "ajuda") em uma das cenas do filme, em que se encontra com Leonard (protagonista) e afirma que na verdade ele mesmo é o Sammy, e que sua própria mulher era quem sofria de diabetes. E que, além disso, ele o auxiliava na busca pelo "assassino" fornecendo novas pistas. O ponto crítico é que Leonard já havia matado o verdadeiro assassino, e que Teddy o entregava outros "novos assassinos" para saciar sua sede de vingança. Como ele não se lembrava dos fatos passados, dava-se continuidade a esse ciclo de assassinatos.

Achei um blog que fala o que eu pensei! 
"Teddy explica que era o policial responsável no caso do estupro da esposa de Leonard e que o ajudou a encontrar e matar os culpados na esperança que ele se lembrasse de tudo. Mas não aconteceu. Ele não se lembrou. Muito pior, como a última lembrança que tinha era a da mulher "morta" e não da mulher vingada, ele acabou se desesperando com o fato de que ter sempre que recapitular a mesma (e única) história que tinha anotado em todos os seus arquivos. 
É nessa hora que surge a grande revelação do filme. Até agora todos pensávamos que o grande vilão do filme era Teddy ("não acredite em suas mentiras"), mas não. Impelido por seu desespero reduntante e contínuo, Lenny, em alguma de suas perdas de memória, simplesmente resolveu se dar uma nova vida e, como o próprio filme diz, se iludiu, arrancando 12 páginas do arquivo, não tatuando a vingança e misturando a sua história com a de Sammy Jankins para criar um enigma insoluvel e que desse razão à sua vida." 

Desse outro site, tirei um trecho fala um pouco sobre o filme em geral, do seu aspecto atemporal:
"Contra toda obviedade, Amnésia desmonta os elos do raciocínio linear e impede que se estabeleçam vínculos fáceis entre a contigüidade temporal e a explicação causal. Na marcha ré do tempo, o filme é uma dramática perseguição às causas das ações do seu protagonista.  No limite, trata-se de uma tentativa desesperada para oferecer sentido às ações de um homem que mesmo sem conseguir entender o significado dos seus próprios atos, quer obstinadamente alcançar uma meta futura. Entre a memória de um passado perdido e a perseguição de um destino que, sendo realizado ou não, será inexoravelmente esquecido, o protagonista está preso em um tempo eternamente atual.  Sua consciência não registra a experiência da mobilidade temporal e, portanto, o presente se lhe parece inalterado. Não que tivesse desaprendido o significado das palavras antes/passado, durante/presente, depois/futuro. Leonard não perdeu o entendimento ou a razão; e algumas de suas faculdades intelectuais permaneciam intactas. O que ele não possuía mais era a capacidade de reunir os fragmentos das suas ações emprestando-lhes algum sentido. Sabia quem era e aonde queria chegar, mas não entendia se o que acabara de fazer era compatível com sua identidade e intenção. Refém do esquecimento, Leonard perdeu a natural habilidade de compreender e explicar o fluxo do tempo." (Fonte: http://www.espacoacademico.com.br/022/22ccortes.htm. Acesso em: 31/08/2010)

Dados do filme:
Direção: Christopher Nolan
Elenco:
Guy Pearce (Leonard Shelby)
Carrie-Anne Moss (Natalie)
Joe Pantoliano (Teddy)
Mark Boone Junior (Burt)

Stephen Tobolowsky (Sammy)
Harriet Sansom Harris (Sra. Jankis)
Callum Keith Rennie (Dodd)

Larry Holden (Jimmy Grantz)
Jorja Fox (Catherine Shelby)

Thursday, February 18, 2010

SUBSTITUTOS ( EUA - 2009 - FICÇÃO - 88 min )

Ontem a tarde assisti ao filme "Substitutos"( EUA - 2009 - FICÇÃO - 88 min ).
Titulo original: (Surrogates)
Direção: Jonathan Mostow

Atores: Bruce Willis , Radha Mitchell , Rosamund Pike , Boris Kodjoe , James Frances Ginty
Sinopse: Ano de 2054. Grande parte da população usa os andróides substitutos da Virtual Self (VSI), que cumprem todos os afazeres do dia a dia e permitem que seus donos jamais tenham que sair de casa. Entretanto um terrorista tecnológico passa a assassinar os andróides, causando caos geral. Dois policiais são designados para cuidar do caso: Tom Greer (Bruce Willis) e Peters (Radha Mitchell), e a cópia andróide dos dois. 

Sinceramente... não achei muita graça. A história é  vazia, falta ser melhor explorada. O ponto interessante é que pode-se interpretá-lo como uma crítica ao exagero do uso da tecnologia a nosso serviço. No filme, os humanos passam seu tempo deitados em uma cadeira comandando seus andróides por meio de ondas cerebrais e só se levantam daí para satisfazer suas necessidades vitais - alimentação, banheiro e dormir. Até mesmo as relações mais íntimas são feitas pelos andróides. Há um distanciamento entre as pessoas reais e todas as interações são realizadas por falsos humanos. O que pode ser interessante por um lado ao manter essa interface - você poderia ter um andróide com as características físicas desejadas, ser homem/mulher, não se machucar - pode ser extremamente isolacionista por outro, uma vez que as pessoas  não se conheceriam de verdade e não haveria o contato real entre elas. Apesar de ser um filme futurista e de ficção, é possível perceber tal distanciamento - em menor  nível e escala - nos dias atuais, em que grande parte da interação interpessoal é proporcionada por meio da internet e não mais no contato direto. Voltando ao filme, há cenas em que Bruce Willis sai na rua de verdade - sem seu andróide - e mal consegue caminhar pelas ruas da cidade, estando totalmente vulnerável a luz e aos sons da cidade. Isso me incita a acreditar que nosso crescente isolamento possa nos tornar inaptos a lidar com situações de corpo presente, nos tornar menos sensíveis a situações de sofrimento e dor alheia, bem como cada vez mais carentes e infelizes, como se algo estivesse faltando. 
Bom, apesar do filme não ser muito bom, ao menos serviu para eu pensar e refletir isso tudo! Ou viajar muito... vai saber!